Não me façam feliz. Por favor, não me saciem nem me deixem pensar que
alguma coisa boa pode sair disso. Olhem para meus machucados. Olhem
para este arranhão. Estão vendo o arranhão dentro de mim? Estão vendo ele
crescer bem diante dos seus olhos, me corroendo?
Não quero ter esperança de mais nada.
Não é tristeza, não é nada…
É que às vezes a gente cansa, sabe? Cansa de tudo.
Nada em mim foi covarde, nem mesmo as desistências:
desistir, ainda que não pareça, foi meu grande gesto de coragem.